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Joseph Meyer
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Sexta-feira, Março 13, 2009

SOBRE HOMENS E PINGUINS



Você pôde assistir ao filme A Marcha dos Pinguins de Luc Jacquet? Eu, apesar de ter me atrasado, tive o prazer de comprá-lo para o meu acervo pessoal. Só pude vê-lo agora, mas seu lançamento foi em 2005 e em 2006 venceu do Oscar de melhor documentário. Para mim, existem obras que valem a propriedade e devem estar sempre ali, na estante, catalogadas e eternizadas. Minha coleção ainda é pequena, mas desde já prefiro os filmes de arte e esse é um deles.

Lembro que na minha infância, quando tínhamos de ir ao banheiro no meio da noite, para não precisarmos usar o pinico, meu pai tinha uma estratégia. Preciso contar que na zona rural daquela época, não existia saneamento básico, muito menos banheiros dentro das casas.

Eu e meu irmão costumávamos subir, de pés descalços, em cima dos pés calçados do meu pai. Ele pegava a mão da gente e nos conduzia até a grama molhada, do sereno do inverno, exatamente como fazem os pinguins para proteger seus ovos e seus filhotes. Eles os carregam nos pés. E olha que meu pai não tinha a mínima idéia de que esse instinto não é da nossa espécie e sim das simpáticas aves da Antártica.

As inacreditáveis marchas que os pinguins enfrentam são interessantíssimas. Nada mais são do que um ciclo de perpetuidade. Mas, sabe o que chamou a minha atenção? Durante cada ciclo eles são extremamente fiéis um ao outro, mantendo uma relação de amor, de devoção e confiança para com o parceiro.

Num determinado dia do ano, num exato momento, vários grupos que estavam dispersos pelo continente gelado, se encontram. Naquele instante, após o sinal de partida, todos enfileirados, quase equidistantes, procuram o gelo firme do deserto congelado que os protegerá do forte inverno. O curso dessa trajetória os leva ao acasalamento e à procriação, num doce e gelado lar.

Há alguns anos um professor citou um livro cujo nome me esqueci, mas tratava sobre a organização de uma sociedade de abelhas. Numa pesquisa rápida encontrei uma informação que diz que a grande maioria delas vive para o trabalho, são as chamadas operárias; alguns machos, os zangões, têm a função de fecundar a rainha que põe em média cinco mil ovos ao longo de cinco anos de vida. As operárias, coitadas, só vivem 45 dias.

E a sociedade das formigas? Dizem que são regidas por severa hierarquia, podendo ser chamadas de castas. Parte dos trabalhos é distribuída por tamanho e por idade. A grande maioria vive para o trabalho, que garante o alimento para os dias mais difíceis. Também tem funções na construção e manutenção dos formigueiros, que, geralmente, são obras de considerável engenharia. Essas sociedades são conhecidas por terem níveis avançados de organização - a eusocialidade.

Na minha família, por anos, trabalhamos de maneira organizada para garantirmos nosso alimento, a seguridade social, a manutenção da casa, serviços, roupas, educação e lazer. Não que hoje eles trabalhem desorganizados, embora eu tenha me desligado daquele núcleo também tínhamos as tarefas distribuídas de forma hierárquica. Cada um era responsável por determinada função, para que o produto final da nossa pequena empresa familiar chegasse ao seu destino.

Voltamos ao curioso documentário de Bonne Pioche. Os pinguins, quando chegam ao curso final da sua marcha, após se passarem três luas e muito frio, terão o ovo encaixadinho e bastante aquecido sobre os pés da pinguim mãe. Haverá mais algumas marchas ainda; haverá o revezamento para o aquecimento do ovo e muito, mas muito frio. No entanto, se a qualquer momento um deles falhar, encerra-se ali o ciclo desgastante da vida. As donzelas mais safadas, que tiverem mais sorte e atributos, ficarão enamoradas até que o filhote, numa fase mais adulta, vá embora para se alimentar e conhecer o mar.

E, se na próxima temporada tiverem muita sorte, o feliz casalzinho pode voltar a copular. Nada é impossível nesse mundo de Deus. Mas, se quando a próxima marcha for iniciada, poucos machos estiverem disponíveis, não haverá problema se o parceiro for um novo pinguim. O importante é que dentro de cada ciclo, os casais se reconheçam, sejam extremamente fiéis, e o concluam, do início ao fim.

Lá em casa as coisas não mudaram muito. Hoje eu tô longe do ninho, por escolha, e sei que o ciclo de trabalho continua. Sei como é a luta diária para que consigam manter o pão sobre a mesa e todos os ovos aquecidos. Acho que não somos tão rígidos como as abelhas ou as formigas. Precisamos estar organizados socialmente para convivermos nessa organização desorganizada que inventamos. Para mim, estamos mais parecidos com os pinguins. Marchamos inconscientemente pela busca de nossos parceiros para que com ele possamos trocar amor, devoção, perseverança, confiança e para perpetuar. A única diferença aqui é que nosso ciclo, geralmente, é mais longo. Contudo, quem sabe logo ali, numa esquina da vida, numa outra primavera, reencontremos um amor do passado, ou mesmo um novo amor, para começarmos mais um novo ciclo, com início, meio e fim?

Foto: adorocinema.com

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posted by ZÉ | 12:00 AM | 40585993 | |


Quarta-feira, Março 11, 2009

CÚMULO DO QUE GOSTO



Você se lembra daquela lei da física que diz que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço? É a chamada lei da impenetrabilidade. Já que somos constituídos de matéria e energia, como um elemento pode ocupar o mesmo lugar do outro? A resposta é muito simples. Sabia que é possível sim? Você tem duas alternativas: ou você elimina o outro que ocupa determinado espaço, ou ocupa o mesmo espaço, que certo objeto, mas em tempos diferentes. Te peguei nessa né? Foi uma brincadeira. Minha proposta é pensarmos em como eliminar aquilo que não queremos mais, que não precisamos, para dar lugar a alguma coisa melhor.

Nunca compreendi a compulsão que tenho por estocar mantimentos, objetos, e até sentimentos. Pode ser comida, bebida, produtos de higiene incluindo ai papel que só pode ser Neve. Tenho quase toda a coleção de latinhas assinadas pelo artista Ronaldo Fraga. Mas, acho que a minha maior coleção, diga-se renovável, é de Ades. Lembrei que os sentimentos também são perecíveis e renováveis.

Adoro a proteína de soja e o sabor do Ades que é embalado em Tetrapak. Diga-se, que essa caixinha com o interior laminado, é uma invenção maravilhosa! Faz com que o alimento dure meses a fio. E mais, o tal suco tem zero de colesterol e lactose. Assim, consigo poupar mais no Neve. Já provou a edição limitada que há mais de um ano está nas prateleiras dos supermercados e da minha casa? O quê é aquele delicioso Frapê de Coco ou o de Sabor Cereais com Mel? Uma delícia! Outra campeã, em quantidade, é a simpática latinha de Itaipava, com uma proteção também laminada, a minha preferida. De todas as cervejas nacionais, que já provei, adoro essa por ter uma textura mais leve. E o chope deles então?

Ontem, soube que Ellis está de mudança. Segundo ela, as caixas que antes embalavam frutas e hortaliças, agora embalam agendas, diários e fotos. Ellis reclamou de ter que levar o passado em caixas de papelão. Disse ela que preferia é se livrar dele – do passado. Entretanto, falei o seguinte - Que vida cheia de surpresas, não? Sabe o que é mais importante no nosso passado? É o que aprendemos nele. Não podemos modificá-lo, muito menos melhorá-lo. Ele tá lá... cristalizado, concretado. Leve consigo tudo aquilo que for leve e só aquilo que realmente consegue carregar. Leve consigo a vontade de ser feliz -. Claro que não acabei meu comentário assim. Saí com seguinte pérola - Será que sobra um espaço nessa caixa de papelão para mim? - Tô sempre querendo um espaço, por mais apertado que seja, na vida das pessoas. Não pretendo ocupar o espaço de ninguém, mas se alguém, que você dá preferência, se retirar espontaneamente, pode chamar o elemento aqui, para ocupar o mesmo espaço, mas em tempos diferentes.

Tava contando o número de caixas de remédios que tenho dentro do meu armário. Nunca vi farmacinha mais completa que a minha. Acho que herdei esse lado hipocondríaco do meu pai. Tô para ver um cara tomar tanta aspirina como ele. O bom disso é que, algum tempo depois, a ciência descobriu que ela previne doenças cardiovasculares. Nem vou pesquisar a respeito, de médico todos temos um pouco. Eu, sempre fui apaixonado por tubos de ensaios e bulas. Verdade, até coleciono para pesquisar a serventia de determinada droga. Hoje em dia, prefiro a bula. Antigamente, preferia as caixinhas. Quanto mais velhos mais graduados somos. Acho que sou meio alquimista, meio bruxo. Lembra das receitas de chás da vovó, para curar enxaqueca, pedra nos rins, anemia; tinha até chá para o mal olhado, para atrair fortuna, para prender amores. Lembra da benzedeira?

Noutro dia, daqueles que recebo a adorável visita de Conceição, fui surpreendido com um pudim de ovos do seu galinheiro. Digo dos ovos das galinhas que Conceição cria no quintal. No meu bairro ainda tem disso. E olha, vivo no Rio de Janeiro. O tal pudim era tão delicioso, mas uma bomba calórica. Comi inteiro ao logo de sete dias. Tô comportado, não? Mas, quando abri meu freezer, pude ver os potinhos empilhados com a comida congelada para a semana. Tinha arroz, feijão, guisadinho de frango com cenoura e proteína de soja, e bobó de camarão de outros carnavais. Caixinhas de Nuggets, nem quis contar. Não é uma delícia ter a vida organizada por você e por alguém que te gosta?

Bem... já falei do meu hábito de acumular mantimentos, comidas, caixas; também exagero nos livros, nos CDs, nas roupas; quando criança colecionava figurinhas e carrinhos; hoje também coleciono amigos, amores, e paixões. Vou acumulando todos ao longo da vida. Se pudesse, guardaria todos para mim, empilhados em armários, em estantes; amarrados em correntes para não fugirem, mas não posso.

Acho que o objeto mais curioso que vi Conceição lavando, para guardar no armário, foi um copinho plástico de requeijão light. Eu já tive uma coleção de cristais Cica. Confesse que você também já colecionou, mas de plástico eu só conheço os de Conceição.

Você já se pegou sentado em algum lugar qualquer olhando para o nada? Tentando desesperadamente encontrar uma solução para os problemas; pensando em como vai ser o seu amanhã? Já se viu sem perspectivas, sem trabalho e consequentemente com pouca grana?

Bem, o triste fato que citei acima é relativamente comum em algum momento de nossas vidas. Não é o fim do mundo, mas acho que vem daí a minha necessidade de garantir o amanhã. Um verdadeiro erro. Não falei sobre a lei da impenetrabilidade? Pois bem, é mais válido nos livrarmos do lixo, em nossos espaços físicos, a fim de liberarmos espaço para as coisas boas que querem entrar. Se hoje a coisa toda vai mal para você, o negócio deve melhorar, mais adiante. Eu acredito que o Universo sempre conspira a nosso favor.

Pense no seguinte movimento: fechamos a mão para garantirmos o amanhã, poupamos de todas as maneiras os nossos valores. Ok. Até ai tudo certo... prudência nunca é demais. Contudo, precisamos abrir as mesmas mãos para que a bonança chegue. Só fiz essa relação para lembrarmo-nos de abrir e fechar as mãos na hora certa.

Podemos desejar que os acontecimentos ruins não sejam uma verdade absoluta em nossas vidas. Assim como dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, ao mesmo tempo, duas convicções opostas também não ocupam o mesmo lugar na mente.

Hoje, tô pensando também em liberar espaço no meu HD cerebral, no intuito de reservar lugar para os bons pensamentos. Para poder dizer mais sim às pessoas e para negar só aquilo que, definitivamente, me faz mal. Isso inclui objetos, sentimentos, amores e pessoas.

Dei-me conta de que tô cheio de TOC, mas o argumento será tema de outra crônica. Se é que tenho condição para falar sobre o assunto. Caso não publique nada a respeito, isso legitima o fato.

Você já se pegou enchendo a biscoiteira em pares de dois?

Foto: arquivo pessoal

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posted by ZÉ | 7:39 AM | 40584436 | |


Segunda-feira, Março 09, 2009

UMA PEDRA NO SAPATO



Engraçado... volta e meia tô aqui falando dos amigos. Por que será? Imagino que seja por conta da importância que dou à relação que tenho com eles. Parece óbvio, mas o que pretendo discutir é como se dão as relações entre os indivíduos que julgo serem meus amigos e os que julgo serem colegas. Bem... relações de amizade é um assunto que não se esgota facilmente.

Sempre achei que eu fosse um homem de muitos amores, mas poucos e bons amigos. Tô mudando de ideia: sou um homem que sabe amar, que tem muitos colegas, e que mantém os poucos, mas bons amigos. Tô em falta com um deles por ter feito com que ele se sentisse incluído entre um grupo que ele julga ser de colegas. Nunca tive essa intenção, mas posso ter me equivocado. Considero meus colegas aqueles que estão próximos de mim, que me acompanham em festas, em eventos, na noite, que fazem compras comigo, que bebem uma gelada ou cinco nos bares da vida. Contudo, não tirei a razão do meu amigo "reclamão". Amigo é outra coisa. Não só no conceito dele, mas no meu também. Claro que os colegas ocupam um lugar não menos importante, são úteis, mas precisamos aprender as diferenças. Precisamos entender para quem damos prioridades.

Vamos à definição de um amigo: como adjetivo diz respeito a quem está ligado ao outro por laços de amizade; que é simpático, acolhedor, que ampara e defende. Como substantivo masculino entende-se por companheiro, apreciador, simpatizante, partidário ou amante.

Preste atenção no significado da palavra amizade: sentimento fiel de afeição, de estima ou ternura, entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou por atração sexual; vinculação de caráter exclusivamente social. Agora, se você tem algum envolvimento íntimo, amoroso, ou affaire com o sujeito ao lado, sem compromisso social, ele, definitivamente, tem por você uma amizade colorida. É com essa pessoa que você precisa ter cuidado. Esse tipo de amizade vem e vai com o estalar de dedos.

Também existem os meio amigos, ou, para ser mais preciso, os amigos pela metade. Não deixam de ter relativa importância conforme suas ações e respostas obtidas. São indispensáveis na sua vida, mas não são inteiros. Sabe aquele amigo, que por algum motivo, nunca te chamou para entrar na casa dele? Pois é... como você classificaria o sujeito? Como disse anteriormente cada um com suas razões. Agora, você há de concordar que ele é, pelo menos, um amigo pela metade.

Já ouvi falar na Teoria dos Sapatos? Sim, ela existe. Pesquisei uma fonte científica e só cai em especulações e blogs. Não tenho noção de quem seja sua autoria, mas trata da dificuldade que uma mulher tem para escolher um dos seus sete pares de sapatos pretos com salto Luís XV. Sim, tô falando de um modelo apenas. Algumas mulheres têm mais de cem pares em closets mais confortáveis que o meu cafofo inteiro.

Bem, o uso dos nossos sapatos é por opção. O enquadramento dos nossos amigos, nas devidas categorias, também é uma questão de escolha. Nem sempre esta escolha é nossa. Ou quem sabe seja uma resposta para eles ou para nós? Claro, têm colegas que se julgam grandes amigos, mas você não precisa dizer a eles que, na verdade, não passam de colegas, conhecidos, brothers, irmãos, ou como queiram ser chamados. Eu, particularmente, acho que amizade é tempo de estrada, de serviço – é conquista.

Lembro que li algo que dizia que Freud tinha um roupeiro com vários trajes na cor cinza. Assim, ele não tinha nenhuma dúvida na hora da escolha. Bastava que a tal vestimenta estivesse bem engomada e cheirosa. Segundo minha analista, Freud experimentava a neutralidade durante uma sessão de terapia. Isso explica os vários trajes cinza, bem como as cores opacas dos móveis, paredes e quadros. Naquele momento ele pretendia que as únicas cores fossem emitidas pelos pensamentos do seu paciente. Interessante não?

Claro, achei uma explicação convincente e legítima para a causa de Freud, mas e sobre a Teoria dos Sapatos? Ou melhor... sobre a compulsão que muitas mulheres têm sobre o tal objeto de desejo? Quem explica?

Recebi um telefonema, outro dia, mais ou menos assim – oi querido, estou me transferindo para o Rio. Levo comigo, família, cachorro, gato e papagaio – primeiro saudei-o com as boas vindas. A cidade maravilhosa, apesar de violenta é dona das mais belas paisagens do mundo e realmente é linda, mas, como toda metrópole, é complexa. Não tem como morar na zona oeste e constituir empresa na Tijuca, por exemplo. Toda cidade tem suas manias e aí se considera o trânsito, redondezas, serviços, transporte, sossego ou barulho. Foi esse o meu argumento. Além do mais, o Rio é campeão em imóveis sem registro no Registro de Imóveis. Grande parte das terras daqui é posse para alguns anos, parece que 100, mas o tempo passa. Precisamos considerar nossos herdeiros.

Coube-me perguntar o que o cara vinha fazer aqui – Ah... pretendo trabalhar com fotografia. Adoro essa área, mas ainda não tenho experiência -. Então ta!

Minha sugestão foi que meu querido amigo alugasse um espaço pequeno para que se desse o tempo de conhecer a cidade e em especial o bairro escolhido. A proposta inicial seria a compra de um terreno. Logo declarei que essa decisão é relativamente definitiva. Os valores dos terrenos, que no Recreio chega a meio milhão, na Barra, o local preferido dele, ultrapassam a dezena do milhão. Claro que você pode vender mais tarde, mas não há porque errar nessa escolha. Sabe qual a resposta que recebi? – Ah... vou comprar um terreno assim mesmo -. E sem querer desestimular o cara, nunca o imaginei fotografando uma celebridade, até porque ele é quase uma. Eu sugiro a passarela!

Bom... para costurar tantas histórias, preciso dizer o seguinte: sei que é difícil escolher um par de sapatos que combine perfeitamente com o vestido ou com o traje escolhido. Sei que é difícil tirarmos as pedras que entram em nossos pisantes ao longo da vida. Mas é preferível que, além de tirarmos as pedras do nosso Luís XV, optemos, de vez em quando, por um confortável All Star.

Se você tiver que tomar uma decisão, que por hora parece definitiva, como a compra de uma casa, um lar, uma morada ou um cafofo, permita-se experimentar primeiro; seja um puxadinho em Vargem Pequena, ou uma cobertura na Vieira Souto em Ipanema.

E, se ficar na corda bamba com teus amigos, se você não batalhar por eles e não tiver tempo de serviços prestados, pode ter certeza, ele nunca vai declarar para você, mas a categoria que você ocupa – é de colega. Como diriam os Runway Coaches: Work it!

Foto: Gettyimages

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posted by ZÉ | 11:27 AM | 40582905 | |


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