AUTOR
Joseph Meyer
Jornalista
Rio de Janeiro
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Tá Chovendo na Horta
Do Fundo do Coração
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Uuupa!
Patavinas
Janelas Abertas
Maria Cebola
Calotas Wolksvagen
Garras de Adamantium
A Ordem das Coisas
Contrariando Dr Goldin
Seres Complexos
Sobre Homens e Pinguins
Cúmulo do que Gosto
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O Pulo do Gato
Gentileza Gera Gentileza
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Segunda-feira, Novembro 09, 2009

A ESCOLHA



Acho que um dos pensamentos mais perturbadores do ser humano ocorre quando ele precisa fazer uma escolha. Admito que algumas são fáceis e outras inimagináveis. Muitas vezes somos assaltados por necessidades de escolhas antes não pensadas. Para toda opção haverá uma exclusão. Você escolhe isso ou aquilo em detrimento do outro. Melhor é quando podemos ficar com duas ou mais alternativas, mas nem sempre é assim.

Escolhas precisam ser bem feitas. Más escolhas podem causar prejuízos. Se escolhermos por exclusão algo terá tido o seu fim para a gente, mas pode ser útil para outra pessoa. Nada na vida se perde. Para tudo haverá algum destino e o que não é bom para você pode ocupar um lugar perfeito em outra pessoa.

No final das contas vamos perceber que o mais importante é aceitarmos as nossas escolhas e tudo o que elas trazem consigo.

Chegou um tempo em que eu decidi que só faria uma escolha depois de ter amadurecido muito bem as minhas ideias. Sou adepto da escolha por exclusão. Se o objeto de desejo for menos valoroso do que o outro, no sentido figurado, é automaticamente eliminado. O valor que atribuímos ao objeto também é relativo e de foro íntimo.

No entanto, quando temos que escolher entre duas coisas muito boas é aí que a porca torce o rabo. Sabe por que? Porque quando nos apropriamos do nosso objeto, com o tempo de uso, vemos as suas imperfeições e imaginamos que talvez o outro não tivesse tais defeitos.

A minha teoria é facilmente compreendida. Aplique-a no campo material para ver como tudo isso é verdade. Mas, não se engane, no campo afetivo o negócio também funciona desse jeitinho. E, a todo o instante, estamos escolhendo permanecer ou não nas nossas relações.

Observe o Jogo da Velha na imagem acima. Quando você descobre a melhor estratégia você sempre ganha. Mas se o seu oponente também souber a estratégia do jogo, ele sempre empata. Não haverá ganhadores nem perderores, apenas jogadores.

Acho que esse jogo representa muito bem o que quero dizer. Estamos constantemente jogando, escolhendo, eliminando e excluindo. Tudo em beneficio próprio, para ganhar o jogo. O jogo da vida também é assim. Quando o outro julga saber usar a "melhor estratégia", caímos num terreno onde ninguém ganha. No máximo se empata, mas o gostinho da "melhor escolha" – daquele que "vence" – nenhum dos dois experimenta.

Nesses dias de reclusão passei horas a fio em frente ao PC. Vivi dias de grande produção literária. Escrevi duas peças de teatro, guardei o argumento para uma terceira, e desenhei as páginas do cronograma de um livro. Trata-se de uma biografia, mas isso é assunto para mais adiante.

Na minha primeira peça falei sobre as relações humanas – desse jogo de ganhar e perder. Penso que o blog serviu como o grande ensaio para as coisas que viriam depois. Como disse, nada na vida se perde e cada coisa encontra um destino, um caminho. De alguma maneira o que pensamos acaba virando "matéria" e se ajusta como base para aquilo que vamos escolher colocar sobre ela.

Acho que os anos de teatro me fizeram entender o deslocamento do texto no palco e isso me foi de grande valia. A faculdade de comunicação me ensinou a escrever. E, tudo aquilo que ensaiei sobre o homem, mais as coisas que vivi, puderam compor a história da minha peça. Preciso confessar que escrever para teatro não é tarefa fácil e o meu texto – o meu estilo – é bastante intuitivo. O único espaço que o autor tem para contar o drama dos seus personagens é o palco. Ele limita toda a ação àquele espaço.

Foi através de uma seção de análise que pude dar vida aos conflitos de Suzy, de Tom, de Otávio e a principal escolha que é feita por Teresa. Cada personagem carrega dentro de si um pouquinho do universo que eu vivi e da minha personalidade. O argumento eu já tinha há quatro anos, mas a inspiração nasceu só agora. No link [TEATRO] está a sinopse, o argumento e o perfil. Não vou publicar a peça na íntegra aqui nesse espaço porque eu desejo que um dia ela seja encena. Tomara! Já imaginou a alegria de um autor iniciante ao ver os seus personagens vivos?

Convidei alguns amigos para uma primeira leitura e recebi algumas impressões. Chamei um dramaturgo, um ator experiente, um professor de português e um psicanalista para as críticas, sugestões e correções. Beleza! Tirei algumas conclusões: ou a peça é boa mesmo, ou eles são meus grandes amigos, ou querem me comer.

Já que falei de escolhas vou terminar dizendo que se em algum momento você ficar na dúvida entre uma escolha ou outra, ouça atentamente o que a vida está dizendo para você. A resposta está sempre no silêncio do nosso coração. Acho que o melhor conselheiro é o nosso travesseiro. Escute os mais vividos também, eles têm segredos ocultos que a vida os ensinou e que podem muito bem nos servir; não é à toa que o jogo citado chama "Jogo da Velha". E lembre-se que uma escolha geralmente exclui outra.

Essa crônica levou o título da minha primeira peça – A Escolha. Se você tem interesse na leitura, por favor, me peça uma cópia ou solicite na Biblioteca Nacional.

Imagem: arquivo pessoal

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posted by ZÉ | 12:00 PM | 40742837 | |


Sábado, Outubro 24, 2009

UM ESTRANHO NO PARAÍSO



É incrível como a sensibilidade toca de maneira diferente o ser humano. Esse sentimento pode ser mais leve em alguns indivíduos e bastante bruto em outros. A forma como percebemos o mundo também é subjetiva. Cada um faz uma leitura daquilo que está vendo, conforme as informações predispostas no seu consciente. O universo dos meus pensamentos certamente é diferente dos seus. Com isso, experimentamos situações de maneira diferente. O que é extremamente belo para mim pode beirar o ridículo para você.

Pude assistir ao Fantasma da Ópera por quatro vezes na minha vida. A primeira montagem que vi foi o músical em Londres, a segunda em Nova York, a terceira em São Paulo e a quarta eu assisti sentado confortavelmente no sofá da minha casa. Essa última versão tratava-se do filme dos estúdios da Warner Bros. Nem sei em qual desses momentos a minha sensibilidade ficou mais aguçada, mas provavelmente foi quando vi ao vivo. O que eu tenho certeza é de que uma obra de arte é sentida de maneira diferente por seus espectadores.

Ontem eu assisti ao show da Sarah Brightman no Citi Hall. Para quem não a conhece ela é uma soprano inglesa e a sua música parece ter uma melodia do além – um sopro de algo tão sensível que é quase indescritível. O grande barato é que em algumas canções ela consegue juntar o lúdico à batida eletrônica. O resultado é algo encantador.

Sarah foi a primeira Christine do Fantasma da Ópera na Broadway. Aqui no Rio ela se apresentou com uma orquestra de quarenta músicos, com dezesseis instrumentos de corda. Algo realmente celestial.

Aos vinte anos eu comprei um CD da Brightman e outros dois da Loreena McKennit, que transitam em melodias parecidas. É uma música que faz o teu corpo e os teus pensamentos mudarem a frequência. É como se você fosse retirado dessa realidade e transportado para um lugar divino, um lugar tranquilo e belo. Um lugar onde não existe o medo.

Acho interessante o fato de eu ter nascido numa família humilde e sempre ter sido diferente. Nem falo da simplicidade porque essa característica não me pertence. Na minha infância não tive nenhum letrado à volta, infelizmente, mas a minha alma já reclamava por algo distanciado daquilo que os meus irmãos exigiam. Eu ouvia ópera numa vitrola. Me chamavam de maluco.

Tenho concentrado os meus estudos, nos últimos dois meses, em textos que falam sobre arte; sobre o poder que ela exerce no homem e sobre o quê esse homem é capaz de fazer com ela. Como a minha crônica não vai salvar a multidão, nem pretendo tratar aqui sobre a banalização da cultura. Só queria dizer que nos últimos tempos tenho selecionado carinhosamente o tipo de arte que pretendo consumir.

Lembro que na época da faculdade estudei o sentido aurático de uma obra. Acho que sensação igual a que experimentei no show da Sarah só se repetirá no meu encontro com a Monalisa de Leonardo da Vinci. Já estive em Paris e dei esse mole. Envergonho-me por não ter ido ao Museu do Louvre. Mas é desse amadurecimento da sensibilidade que estou falando.

Walter Beijamim escreveu um ensaio sobre a percepção do caráter aurático de uma obra; daquilo que é belo, uno e erudito. Através dele entendi que eu não estava preparado para encarar La Gioconda de frente. Mas, nada me impede de voltar. O museu estará sempre lá.

Só hoje acredito ter atingido um grau mais elevado da minha sensibilidade.

Portanto, a Sarah passou por duas vezes na minha vida. Na primeira eu a ouvi num CD e agora pude vê-la ao vivo. Não fui o único felizardo de uma plateia de quase quatro mil pessoas que se emocionou, que ovacionou e que aplaudiu em pé por inúmeras vezes. Eu não assisti a montagem do Fantasma da Ópera com a Sarah, mas todas as outras intérpretes de Christine são tão auráticas quanto ela.

É tão bom experimentar o belo. É tão bom poder sair desse mundinho padrão que a gente inventou, ou que inventaram para a gente. É tão bom ser assim, sensível, ainda que sejamos um estranho no nosso próprio paraíso.

Imagem: Baixaki

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posted by ZÉ | 6:10 PM | 40734468 | |


Domingo, Agosto 16, 2009

"Se nesta continuada confidência muito falei de amor, perdoai, senhores. Somente sei falar dos meus amores". Odylo Costa Filho. Portanto, "Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho". Mário Quintana

MEU ALTER EGO



Como é difícil escrever sobre aquilo que não dominamos. Acho que é por isso que tanto se debateu sobre a possibilidade dos jornalistas serem mais especialistas, em algumas áreas, do que generalistas na profissão. De qualquer forma vou arriscar, na minha sábia ignorância e pretensão, um breve ensaio sobre ‘alter ego’. A meu ver cabe tão bem nesse espaço e, muito mais, em mim.

Li algo muito interessante que diz que a maioria dos super-heróis são homens de verdade que, por algum motivo ou incidente da natureza, tornaram-se criaturas com super poderes. Por exemplo, a verdadeira identidade do Homem Aranha é Peter Parker, assim como Bruce Wayne torna-se o Batman. Entretanto, com Superman é diferente, ele cria uma personagem chamada Clark Joseph Kent, o seu alter ego, para interagir socialmente enquanto não exerce a função de super-herói.

Clark Kent é o sujeito tímido, inseguro e quase covarde, que divide tarefas no Planeta Diário com a também repórter Lois Lane, conhecida pela forte personalidade. Então, Clark é o extremo oposto do Superman – a própria crítica à humanidade. Assim, na visão de Kal-El, nome do Superman no planeta Krypton, nós, seres humanos, somos fracos, vulneráveis, tímidos e covardes. E, de fato, essa não só é a visão do nosso herói, como também a dos seus criadores e de quase todos os teóricos que pensaram a respeito.

A teoria do Mito do Superman, do filósofo Humberto Eco, vai dizer que o herói é um mito moderno, assim como os deuses do Olimpo existiram para os gregos da antiguidade. Em resumo, Eco afirma que Superman tem como principal motivação a manutenção da ordem da sociedade em que vive. “O herói não acaba com a fome na África, não elimina o terrorismo internacional, não acaba com as ditaduras criminosas” – diz Eco. Apesar da sua onipresença e onipotência a única fraqueza do Superman é a Kriptonita. Bem... alguma vulnerabilidade todo herói tem.

Você já deve ter assistido a série A Grande Família e percebido que a dona Etelvina é o próprio Beiçola, composição do ator Marcos Oliveira, certo? Acho fascinante aquela personagem. Para justificar a transformação o argumento é que o pasteleiro teve um surto psicótico ao se vestir com as roupas da mãe, já falecida. Beiçola passou um tempo em uma clínica psiquiátrica. Às vezes, parece um pouco louco e noutras um pouco gay. Descobri que Beiçola ainda é virgem, apesar de nutrir uma louca paixão por dona Nenê.

Dona Etelvina pode ser o alter ego de Beiçola, aparecendo justamente para dizer tudo aquilo que ele não tem coragem de dizer ou fazer. Beiçola é o sujeito tímido, esquisito, fraco. Etelvina é a matriarca forte, que contesta, que dita. Não há uma luta entre o bem e o mal, no entanto, a mãe continuou viva nele para dar a medida das coisas percebidas por ele. Contudo, a medida daquilo que pode e daquilo que não pode é uma visão dele próprio e não da mãe.

A grande sacada dos autores foi aceitar a cumplicidade que as outras personagens têm sobre dona Etelvina, ou sobre Beiçola. Todos sabem que o travestido é o pasteleiro. Mesmo assim, aceitam essa outra identidade, embora bizarra, como 'real'.

Para entender alter ego, em linhas gerais, pode-se pensar como sendo o ‘outro eu’, ‘a outra personalidade' do mesmo indivíduo. No caso do Superman é Kent quem mantém segredo da sua própria personalidade. Então, o repórter é o super ego do nosso herói, diferentemente de quase todos os outros heróis que conhecemos.

A psicologia diz que o alter ego é o lado oculto, o lado secreto da nossa identidade – o eu inconsciente. Já o ego é a parte superficial, rasa, aquela composta pelas ideias, por pensamentos, pelos sentimentos do sujeito. É aquilo que percebemos no outro através dos nossos sentidos. Beleza. É relativamente fácil decifrar uma pessoa depois de alguns minutos de prosa, mas, se vacilarmos, somos capazes de repelir ou ser repelidos, rejeitados, somente através do olhar.

Tem anos que esse assunto me chama a atenção. Acho que todos nós somos curiosos nesse sentido – quando buscamos nos entender. São vários os campos da ciência que tentam encontrar as respostas. Muito se descobriu na física, na biologia, na teologia, na filosofia e na psicologia, na tentativa de encontrarmos o real sentido das coisas da vida. Mas afinal, quem somos nós?

Acho que meus anos de análise faz algum sentido. Preciso confessar que a continuidade que dei à terapia é muito mais pelo bate-papo que travamos, eu e minha analista, do que qualquer outra coisa. Refiro-me ao ritual de sentar e ter uma conversa franca, olho no olho, por aproximadamente cinquenta minutos. Falamos sobre as possibilidades que a vida nos traz e de que maneira podemos viver mais confortavelmente dentro do mundo e dos conflitos que nós mesmos criamos para si.

Tem anos que busco na análise um debate sobre o meu 'eu consciente' e o 'inconsciente'. Não é novidade que ninguém se conhece por completo, tão pouco sabe tudo do outro. Quando citei o mito do Superman, o seu alter ego, o Beiçola e dona Etelvina, foi para dizer que somos pelo menos dois. Mas, de certo modo, acredito que somos vários ao mesmo tempo. Somos aquilo que o outro percebe em nós e isso nos divide em partes. Cabe a nós mesmos juntarmos e construirmos um todo. Cabe a nós essa reconstrução constante da maneira como queremos ser percebidos.

Sabe em que parte o outro deposita a máxima confiança em nós? É exatamente no nosso alter ego. Ele está num lugar mais profundo do nosso consciente – é a nossa verdade. Acho que todos os outros personagens da Grande Família aceitam as loucuras de dona Etelvina porque ela é exatamente aquilo que Beiçola não consegue ser.

Nem falei de mim, mas claro que tô aqui ‘batendo teclado’ para dizer que assim como todo mortal – e todo herói – eu também sou dois de mim mesmo. Cada um sabe o céu ou o inferno que carrega dentro de si. Não há ninguém melhor do que nós mesmos para detectar as próprias fragilidades, as nossas inseguranças, nossas incertezas e covardias. Por outro lado, fomos criados com certa auto-suficiência, seres capazes de realizar, providos de talentos, de bondade. Só nós sabemos o que realmente queremos parecer.

Vejo-me mais para Kent do que para super-herói, apesar do Superman já ter se manifestado várias vezes em mim. Acredito que o dia em que eu for inteiro, serei um cara plenamente feliz. Assim, a vida se encarregará de colocar todas as coisas, que antes me causavam conflito, no seu devido lugar.

Embora o gênero masculino do nosso herói, houve tantos mitos e heroínas ao longo da história – da deusa Afrodite à Mulher Maravilha. Por isso, pergunto: você tá mais para Clark ou para Superman?

Vou fechar a minha crônica com uma citação adaptada, extraída do livro Cartas entre Amigos: “A amizade verdadeira é a excelência moral perfeita. Elas nos fazem entender que ninguém é feliz sozinho. Os amigos encontram-se, descobrem-se e amadurecem juntos”. Aristóteles

Foto: gettyimages

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posted by ZÉ | 11:04 PM | 40695340 | |


Segunda-feira, Agosto 10, 2009

TÁ CHOVENDO NA MINHA HORTA



E o tempo passou e nada mais faz o mesmo sentido. Não adianta querer voltar porque o que estava lá já não é mais como era antes. Apenas nós somos justamente os mesmos, nem piores e nem melhores, e as coisas vão ocupando o seu devido lugar, mas no passado. E a vida se encarrega de ajustar as coisas e acaba encontrando algum destino para aquilo que se perdeu.

Quando me pergunto por que escrevo essas crônicas, fico imaginando algo que dê sentido às coisas que quero contar aqui. Ninguém é tão ingênuo para imaginar que escrevo para mim mesmo. Muito pelo contrário, escrevo para ser lido. Escolho os meus melhores pensamentos e mando ver. A minha intenção é dividir as minhas ideias, os meus dias e as coisas que vivi.

O título chamou a sua atenção? Beleza. Jornalista tem mania de manchete e eu consegui o que queria, mas as palavras só compõem uma frase impactante. Não vá pensar que isso está acontecendo comigo. Pudera. Tenho muito mais sorte no jogo. Além do mais, se chovesse na minha horta eu estaria colhendo e comendo bem quietinho. Não sou homem de anunciar esse tipo de coisa.

Que bom que inventaram a palavra ‘coisa’, para traduzir aquilo que não sabemos como chamar – é a coisa toda sem nome. As coisas fazem parte da nossa realidade. A coisa é tudo aquilo que existe ou que pode existir. É o fato, é o mistério, é o diabo.

É incrível o esforço que precisamos fazer para que nossas vidas façam algum sentido. Para que a 'coisa' toda faça sentido. As minhas crônicas fazem sentido para mim, mas se o tempo passar eu não escrever, pelo menos, tenho a possibilidade de manter tudo o que pensei arquivado em algum lugar.
Você já observou que as obras tiram proveito comercial do nosso sentimento? Acho que a música é quem melhor aproveita o sofrimento alheio. As composições geralmente nascem de grandes fossas e vendem em cima da fossa dos outros.

Por que será que a tristeza cria obras tão fantásticas?

Algumas letras são de uma inspiração que nem mesmo conseguimos explicar, senão a identificação que sentimos. Parece que foram sopradas do além. E pagamos qualquer preço para que aquilo seja nosso – nos identificamos porque sofremos igualzinho ao outro. E lá no fundo o que estamos levando para casa não passa de uma duplicata.

Mas, o que quero pensar é o real sentido que damos à nossas vidas. Tem pessoas que colocam todas as suas forças no trabalho, para dar razão ao seu dia; tem quem se dedique plenamente à família e aos filhos, para dar significado à suas vidas; também tem quem prefira se dedicar aquilo que é sagrado para si, para dar um rumo à sua existência. Enfim... cada um encontra prazer e coloca o seu coração nas coisas que lhe fazem bem.

O que chama à minha atenção é quem aposta todas as suas fichas no amor – ou na busca dele. Não que eu seja contra, já fui adepto dessa busca, mas tá na cara que quem procura acaba encontrando merda. O amor acontece nos lugares onde não supunha a nossa imaginação. O conselho que sempre ouvi é que estejamos na vida simplesmente porque ela se encarrega dos ajustes e dos encontros.

Agora experimente tirar algo que seja muito importante na sua vida para ver o que acontece. Experimente desviar o foco do seu objetivo – se é que você tem um – para ver se ela continuará fazendo o mesmo sentido. Elimine algum amigo especial; demita-se do seu emprego; desista da sua família, deixe de falar com pai e mãe ou filhos; deixe de fazer o que você mais gosta para entender o tamanho do buraco negro que vai se abrir na sua frente. Entretanto, imagino que a ausência mais dolorosa seja aquela da pessoa que você escolheu amar – que dá sentido aos seus dias.

Por outro lado, tem coisas na vida que perdem o sentido de uma hora para outra. Por algum motivo você percebe que aquilo que antes era importante, agora não é mais. Com o tempo você entende que as coisas não são exatamente como você pensava. Pronto, aquilo finalmente vai ocupar um lugar no seu passado.

Pare e pense no que realmente dá sentido à sua vida. Difícil não? Se você acha que essa tarefa é fácil nem vamos complicar. Fique com as suas certezas. No meu pensamento o que mais importa são as pessoas. À medida que vou eliminando as coisas que gosto fica aqueles que amo, numa ordem de preferência. Lá no fundinho vou parar num só coração, que, na verdade, ocupava a primeira posição da minha medida e eu é que não via.

Sendo assim, o quê mais posso querer senão que a coisa toda faça sentido e que a minha colheita seja sempre boa? Que chovam amores para mim e para você!

Imagem: gettyimages

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Terça-feira, Agosto 04, 2009

DO FUNDO DO CORAÇÃO



Do fundo do meu coração eu queria que as coisas da vida fossem diferentes. Ando meio calado nos últimos dias. No silêncio consigo perceber situações que quando agitado eu não consigo. Quase não dormi na noite passada pensando na situação de um amigo, em como resolver um problema que não era meu.

Quando penso na fragilidade da vida, tantas coisas ficam sem sentido para mim. Quando observo que as pessoas simplesmente passam pelos meus dias me dá uma angústia no peito. Um dia aqueles que você ama se vão de você, noutro eles se vão da vida. Tenho olhado na carinha das pessoas e pensado em como será o dia em que elas se forem.

Por uma semana eu esperei que um amigo enviasse alguma notícia, um único e-mail, um telefonema, um postal, uma garrafinha jogada no mar, mas o tal negócio não vinha. Com isso, um fantasma se instalou em mim.

Preciso confessar uma coisa: tem situações que definitivamente eu não sei como lidar.

Acho que uma das maiores inquietações do homem é a dúvida que ele tem com relação ao outro – a atitude e a resposta do outro. Nunca conheceremos por completo o íntimo de alguém, daí a confiança, a entrega, o acreditar. E, do outro lado, a incerteza, o receio, a retaguarda. Criamos escudos de defesa para a própria sobrevivência e com isso os usamos em todos os campos da nossa vida. Talvez nem precisássemos. Para cada calo guardamos uma pedrinha na mão.

Não vou contar o episódio que me levou à dúvida senão a lição que tirei dele. Passei dias aguardando um retorno que não vinha. Tava esperando o sujeito acusar o recebimento de um pequeno pacote – vou tratar esse pacote como 'o tempo doado num embrulho de presente'. Ok. Se dedicarmos o nosso tempo para alguém, voluntariamente, é uma questão nossa. O que o outro vai fazer com o tempo que embrulhamos para ele não é nosso problema. O outro não precisa reconhecer a nossa prática. Melhor... ele provavelmente reconhece, autentica, mas não tem o dever do feedback, a não ser que faça parte do acordo.

Hoje, levantei cedinho e decidi eliminar o meu fantasma com o envio de um e-mail que dizia o seguinte – tudo bem querido? Então... você recebeu o meu tempo embrulhado num presente? Instantaneamente recebo o e-mail de resposta dizendo – mas eu escrevi no mesmo dia agradecendo por tudo o que você fez por mim. Estou repassando o mesmo e-mail novamente, para a sua conferência. Realmente eu não tinha visto o tal e-mail que se perdeu.

Ufa... como eu fiquei feliz comigo mesmo. Primeiramente por ter eliminado um fantasma, os do passado eu desisti. Já o meu amigo manteve a posição privilegiada que dei a ele. Se eu tivesse me calado para sempre, a dúvida teria um lugar eterno em mim. Mas com o meu gesto constatei que o tal retorno, a tal resposta, a tal garrafinha havia se perdido no mar. Assim, se perdia com ela a falta da certeza do que o outro estava pensando sobre o tempo que doei embrulhado num presente.

Do fundo do meu coração eu queria que essa vida fosse diferente. Queria que todas as pessoas falassem entre si. De que adianta ampliarmos as nossas redes sociais se cada vez nos falamos menos? Eu queria que houvesse o entendimento – o diálogo. Que não houvesse a incerteza, o equívoco e a ignorância. Ignorar é não conhecer – é não entender outro. E nesse quesito eu sou campeão, complico as coisas mais simples.

Para que tudo faça sentido na sua vida pergunte-se primeiro: pelo o quê estou lutando? Se você souber a resposta... bingo, um fantasma a menos, um objetivo a mais. Se você vai vencer ou não, é outro papo.

‘Do Fundo do Coração’ é o nome de um filme belíssimo de Francis Ford Coppola, do ano de 1982. A imagem acima é a capa do DVD. Trata-se da história de um romântico casal que se entrega ao amor e ao jogo em Las Vegas. Assisti ao filme em VHS há alguns anos e ele passou a ser um dos meus filmes do coração. No entanto, fui procurá-lo novamente, mas ninguém o tem e se tem o esconde em segredo. Parece que não foi distribuído no Brasil, mas se foi compraram todos os exemplares para que eu não o encontrasse mais. Se você tiver alguma notícia me avise, mas por e-mail ou telefone porque garrafinhas ao mar podem se perder para sempre.

Do fundo do coração como eu queria.

Imagem: cinept

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posted by ZÉ | 9:32 AM | 40687352 | |


Quarta-feira, Julho 29, 2009

ROQUEFORT & CABERNET



A madrugada tá gelada na minha cidade e a previsão é de que as temperaturas baixem ainda mais em quase todo o país. No Sul os termômetros têm marcado menos de um grau. Dizem que não dá vontade sequer de tomar um banho. Não tem roupa que chegue para que as pessoas se sintam aquecidas. Como será que os indivíduos sobrevivem no Alaska? Vai saber.

Tenho aproveitado o inverno no Rio para oferecer queijos e vinhos quando recebo alguém para um bate-papo. Vou contar o segredo dos chefes menos afortunados. O pão italiano acompanha bem a seleção de queijos e algumas pastinhas incentivam os convidados a encherem as suas pancinhas de pão. Se você não entendeu eu explico... é que o pão faz a coisa toda render. A visita não vai nem notar que começou no pãozinho e se sentirá super satisfeita após provar os vários queijos. Além do mais, vinho sem farináceo te deixa embriagado! Até na Santa Ceia foi oferecido pão e vinho. Por favor, não espalhe a minha estratégia para ninguém.

Queijos e vinhos me lembram um evento filantrópico do Rotary Club, da minha cidade natal. Toda cidadezinha que se preze tem a instituição a serviço da comunidade, mas não é a única não. Lembro da Liga Feminina de Combate ao Câncer, lembro da APAE, lembro das gurias que debutavam para trabalhar nas causas sociais, lembro das Ações da Pastoral do bairro. Acho que estou um pouco desatualizado, mas sei que a cidade prospera nesse sentido. Quero dizer que o índice da pobreza aumentou e com ele o número de entidades que pretendem ajudar também.

A festa de queijos e vinhos não era só um evento filantrópico e sim um evento social – da "granfinada". Vinha a imprensa local e o encontro virava notícia. A coluna social da Zita Pereira "bombava" por uma semana inteira com as fotos das personalidades e seus "modelitos" vindos de NY.

Do meu bolso saíam umas 180 pratas para a causa. Um valor bem destinado. Os pratos realmente eram de dar água na boca. O meu queijo preferido era um desses que cheiram a mofo, chamado Roquefort do tipo gorgonzola. Esse queijo é uma delícia e tem uma verdadeira colônia de bactérias azuis no seu interior. Para você ter uma ideia o preço do quilo dessa belezinha é em média 228 reais. Pesquisei no supermercado Zona Sul. Mas, na tal festa tinha dos queijos mais cheirosos e saborosos aos mais fedorentos.

Por que será que tem queijo que cheira tão mal? Por que será que uma taboa de frios tem peso de ouro? A culpa não deve ser da azeitona nem da cereja. E o preço do bom vinho então? Tá pela hora da morte. Pior... o meu fígado só aceita os vinhos mais caros. O cara é nada bobo!

Contudo, no final das contas, a quantia arrecada pelo Rotary sustentava por um bom tempo alguma instituição de caridade. Enquanto a socialite se divertia, e se empanturrava de queijo, alguém era beneficiado do outro lado. O evento cumpria a sua função social.

Sabe o quê me fez lembrar os queijos e os vinhos e ainda me fez transformá-los em texto? O fato de eu não ter aquele bico que lacra novamente a garrafa depois de aberta. Nem sempre a mesma rolha perfurada veda e armazena o que sobrou. Detalhe... aqui em casa sempre sobra vinho porque uma pessoa não consegue tomar duas garrafas inteiras! Sim... uma não será suficiente.

Vinho bacana para acompanhar pão e queijo é vinho tinto. Sempre conto três garrafas para cada dois convidados. Já nem sei se as pessoas gostam mais da minha companhia ou da bebida dionisíaca. Tomara que o meu ibope esteja melhor do que o ibope do vinho do deus grego. Assim espero!

Você já ouviu falar em Roberta Sudbrack? Se ela conhecesse a forma como sirvo os meus convidados ela me jogaria na fogueira. Parece que toda a terça-feira é o dia da degustação do menu da chefe. As porções servidas são tão minúsculas que você sai do restaurante com fome. Pior é ter que deixar por lá uns 300 reais por cabeça. Sério!

Já na minha casa tudo é de graça. Geralmente sirvo um bom Cabernet Sauvignon, mas, às vezes, me arrisco num Malbec, num Carmenere ou Merlot. Não que eu seja um expert em vinhos, mas aprendi a apreciá-los. Cada nome citado leva a uva de determinada região. Sempre prefira os importados, podendo ser dos nossos hermanos uruguaios, chilenos ou argentinos. Ah... se for reserva o vinho é bem mais encorpado e forte. Prefira também de safras com mais de dois anos. Se você pagar mais de 30 pratas as chances dele ser bom aumentam. Já experimentou ressaca de vinho barato?

Na última sexta Conceição saiu daqui de casa dizendo – filho você não tem uma espátula para a pastinha nem mesmo espetinhos de queijo. Disse assim mesmo, no diminutivo. Completou ainda – como você está servindo os convidados? Na próxima semana vou dar um pulo no calçadão de Madureira para comprar esses utensílios para você.

Pois não é que no domingo passado, estando sem programação e sozinho, resolvi passear na Tok & Stok. Achei todas as quinquilharias que Conceição não compraria e que os homens solteiros não têm em casa. Comprei fôrma de pudim, queijeira, espetinhos, garfos de sobremesa, bocal de vinho, enfim. Fiz a festa da minha tarde de domingo. Me senti no meio do caminho entre a Spicy, diga-se uma loja caríssima, o calçadão de Madureira e a sorte.

Não faço à menor ideia de como terminar o meu texto de hoje. Vamos às possíveis cognições: o frio convida ao bom vinho, que vai bem acompanhado com queijo e pão, que convida à boa companhia que merece ser bem servida. Tá aí... no fundo o que a gente quer, além do bom vinho, é o carinho do outro.

Soube que no Rio também tem Rotary, mas nunca fui convidado para apreciar um bom Roquefort ou um bom Cabernet. Adoro os bons queijos e os bons vinhos. Se me chamarem para a boa causa eu vou de coração aberto e embriagado da boa vontade e do bom vinho, claro!

Foto: gettyimages

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posted by ZÉ | 1:20 AM | 40683233 | |


Quarta-feira, Julho 22, 2009

O AMOR TUDO AQUECE



Logo na entrada do meu condomínio tem um desses marcadores de temperatura que nessa madrugada registra 14 graus. Acabo de tirar essa foto. Faz frio lá fora. Nem pensei que os termômetros aqui no Rio marcassem uma temperatura tão baixa. Imaginava que o aparelho só tivesse dezenas a partir de 20. Que nada... instalaram o dito numa rua que começa no mar. Tem um vento tão forte ali que o equipamento, além de oxidar, deve travar de frio nos próximos dias.

Eu adoro o inverno nessa cidade, parece o outono do Sul. São dias que convidam ao vinho, convidam a ficar em casa, convidam para um jantar bem acompanhado. O inverno me deixa com o coração caloroso. Finalmente pude tirar o mofo de uns casacos bacanas que sempre quis usar.

Na noite passada dormi todo encolhido no meu edredom. O mais interessante é o contraste entre o dia e a noite; entre a sombra e sol nesses dias gelados. Na piscina do prédio as pessoas tomam sol e a noite o frio é glacial na minha varanda.

Tenho uma lembrança de um dia em que passei frio na vida. Lógico que passei frio durante anos por ter nascido numa cidade do hemisfério sul, ao pé da Serra Gaúcha. Lá o frio é de ‘rachar beiços’ e os termômetros têm aquele simpático sinalzinho de menos que indica que a temperatura é inferior a zero grau – negativa.

O frio a que me refiro é daqueles que baixam a temperatura do corpo e gelam a alma – do físico ao emocional. Tinha recém vindo morar num apartamento aqui no meu bairro, depois de passar algum tempo hospedado na residência de amigos. Era a minha chegada aqui no Rio e eu tinha tantas dúvidas do que realmente daria certo.

Naquele dia eu estava tão feliz pela minha conquista. Acho que estávamos no mês de julho. Finalmente eu iria dormir na minha casa, sem ter que depender dos meus amigos hospedeiros. Mas, na ocasião, além de uma mala com roupas, livros e CDs, eu só tinha uma manta de sofá. Beleza! Com o quê iria me cobrir naquela noite? Com a manta de sofá, claro! Foi a primeira vez que dormi de calças jeans e meias. Foi a primeira vez que passei frio de verdade.

Na hora do aperto você se lembra dos amigos. Você pensa em dar um telefonema, pensa no pai e na mãe, mas eu não queria arrego – não queria chorar. Aquele frio me deu a certeza do que eu queria na vida; da luta que viria dali para frente. Eu sei que milhares de pessoas passam frio, passam fome, mas a história de vida de cada um é singular. A vida não é igual para todo mundo e a tua sorte pode ser o azar do outro. No dia seguinte eu já tinha um cobertor quentinho.

Hoje fui até uma agência dos correios e comprei uma caixa grande para despachar um presente. Você já deve ter ouvido um provérbio de Mateus que diz “que não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita”, se referindo ao fato de que você não precisa anunciar o infortúnio de quem você vai ajudar. Ok. Penso que o cara tem toda a razão, no entanto, se o teu gesto servir de exemplo ou incentivo ao outro, porque não? Só não vale transformar o teu ato em espetáculo.

O que quero contar é que separei algumas peças de roupas maneiras que encheram a maior caixa que consegui comprar. Todo o ano eu acumulo uma quantidade de roupas no armário que não faz sentido. Entretanto, no final, concluo que é bom poder comprá-las para depois ter o que doar. Nem sei se o sujeito presenteado realmente vai aproveitar, mas me faz bem.

Tenho recebido telefonemas de entidades que se dizem filantrópicas e que praticam assistência social. Um saco! Eu, particularmente, decidi não contribuir dessa maneira. Existe um verdadeiro comércio de exploração da caridade que tira proveito da benevolência alheia. Se estas instituições precisam de ajuda que peçam no governo, na iniciativa privada, ou aguardem uma ação espontânea minha. Quando eu julgo que posso, vou até o local e contribuo com o coração.

Acho que todo o dia a vida se encarrega de nos dar pequenas lições. Vai de cada um aprendê-las ou não. A percepção do mundo é muito individual. Um dia eu senti frio de verdade para entender como não é bom senti-lo. Sabe-se lá o que vou experimentar daqui para frente, mas se eu ficar atento tô aprendendo a todo instante, com erros e acertos. Vem cá... não tem nada sobrando nesse roupeiro não? Que tal passar adiante?

Na vida a maioria dos dias é quente, mas noutros o frio pode congelar nossos dedos e nossa alma. Sabe do que lembrei agora? Que um abraço esquenta e se tiver amor tudo aquece.

Foto: arquivo pessoal

That's all folks!

posted by ZÉ | 1:00 AM | 40678351 | |


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